Sem diretoria, Associação Piracicabana de Teatro pode acabar

“Se a Apite (Associação Piracicabana de Teatro) acabar é porque as pessoas não valorizam o teatro de base, aquele de bairro, comunitário”, é a opinião da atriz Bêne Giangrossi da Cia. Sé de Teatro. Por falta de participação dos artistas, a entidade corre risco de ficar sem diretoria e ser extinta.

Bêne Giangrossi, atriz da Cia. Sé de Teatro - Foto: Jéssica Rodrigues

Criada para representar os atores de Piracicaba, a Apite organiza os festivais Fentepira e Pirateatrando. Em assembleia organizada em abril no Teatro Municipal Dr. Losso Neto, para a eleição de uma diretoria, apenas seis integrantes, entre quase cem atores cadastrados, compareceram. Para Bêne, esse baixo interesse por parte dos atores piracicabanos é reflexo de sua profissionalização. “Os atores estão se profissionalizando e se tornando sócios da cooperativa teatral de São Paulo, o que dá mais status. Assim deixam de lado sua representação no município”. Na assembleia, o ator Denílson de Oliveira, da Cia. Forfé de Teatro assumiu como presidente interino. Oliveira diz que é “pouco estratégico por parte dos artistas abandonarem um coletivo com o histórico da Apite”.

Para Bêne, se não houver uma resolução quanto à formação de chapas que concorram à diretoria do coletivo na próxima assembleia marcada para dia 1º de junho, a Apite pode acabar. “Está sendo chamada uma última assembleia.  Se as pessoas não vão, é porque não têm interesse. Para que sustentar uma associação que as pessoas não têm interesse?”, questiona a atriz.

O presidente interino diz que ainda não existe chapa formada para a próxima eleição, mas que pretende formá-la durante a assembleia. “Me interessa compor um grupo para gestão da Apite com os artistas que estiverem presentes na assembleia”, diz. Para ele, se a associação acabar as implicações serão sentidas a curto e longo prazo. “Em longo prazo a desarticulação de um coletivo dedicado à reflexão sobre as necessidades para potencializar o fazer teatral em Piracicaba será a ausência de luta coletiva e organizada para este fim”.

A Apite surgiu em 2006, como uma mudança da Fepita (Federação Piracicabana de Teatro). Para Bêne Giangrossi a extinção da entidade deixará os artistas piracicabanos sem representatividade. A próxima eleição, será sexta-feira, na sala dois do Teatro Municipal Dr. Losso Neto.

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Elisabete Alhadas

Aluna de Jornalismo da UNIMEP bete_alhadas@hotmail.com elasantos@unimep.br

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