SEMANA DE ESTUDOS DE FILOSOFIA ENCERRA COM DEBATE SOBRE FILOSOFIA NA CIÊNCIA

 

A dificuldade dos alunos de biologia em conceituar a vida foi um dos diversos temas abordados no último dia da Semana de Estudos de Filosofia que encerrou na última sexta-feira (25). “Os alunos diziam ‘A aula é interessante mas queremos ser biólogos'”, e a professora enfatizou a problemática acadêmica eminentemente laboratorial. O aluno que não tem uma iniciação científica, segundo ela, é visto como medíocre por aqueles da área. A Biologia, continuou, não se interessa pela vida, mas sim por aquilo que é vivo e como intervir nessa vida. Então, o que é vida?

O Auditório Verde da Universidade Metodista de Piracicaba recebeu, durante os dias 21 a 25 de setembro, a Semana de Estudos de Filosofia. Em um diálogo com os alunos a professora Márcia Pechula, da Unesp, conduziu uma abordagem que tratava a Filosofia na Ciência. A professora, que leciona a disciplina de Filosofia para alunos do curso de Biologia, trouxe da própria experiência as questões que permearam a fala.

Quando questionados, os alunos respondiam de prontidão: “vida é complexo demais, então não tem como responder”. Logo, a Biologia é uma Ciência que lida com um princípio que não se pode conceituar. O que realmente interessa aos laboratórios, segundo a professora, é a análise isolada dos estudantes sem saber qual é o propósito da observação. Quem detém esse conhecimento são aqueles que estão num patamar superior.

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Professora Márcia Pechula fechou o evento que tinha “Textura” como eixo central

A Coordenadora do curso de Filosofia da Unimep e organizadora da Semana, professora Adriana Duarte Bonini Mariguela, disse que se sentiu satisfeita com o evento como um todo. “Houve bastante participação do público ao longo dos dias”.

O docente da Faculdade de Ciências Humanas da Unimep, José Lima, explica o motivo do tema ser “Texturas”: “Textura tem a ver com tramas e textos. No caso, era o texto da Filosofia somado a outros. Essa sobreposição é artificial, uma abstração que fizemos. Pense em dois círculos que se sobrepõem e no centro se forma uma elipse. A essa elipse chamei de Posse e Propriedade. Ela tem posse comum aos círculos mas não tem proprietário. Nessa elipse sobrevivem a dúvida, o espanto e as reticências. A Filosofia acolhe esse silêncio.”

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