Swordplay é destaque no Parque Cidade em Limeira

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A prática do grupo Magnus Legio, de swordplay, esporte que simula combates medievais, é destaque aos finais de semana no Parque Cidade, em Limeira. Segundo Glauco Antonio Ferrinho (30), um dos membros do conselho da Magnus Legio, houve aumento de pessoas no grupo. “Consegui destaque ativo aqui, 60 pessoas lutando, então é um aumento grande. Aqui no Estado de São Paulo, do que tenho notícia, nenhum grupo consegue reunir tantas pessoas de somente uma cidade e sim apenas somando integrantes de três cidades. Portanto, uma cidade só reunir 60 participantes, é difícil”, relata.
Os equipamentos da atividade, feitos com tubo de PVC de três quartos e revestidos por espuma ou outro material macio, são modelados no formato de espadas curtas, longas ou médias, punhais, espadas bastardas, escudos e outros equipamentos que simulam variedades de lanças, armas de haste, como naginatas, entre outros.

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Duelo entre membros da Magnus Legio – Foto: Nathalie Gallo

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Membros da Magnus Legio em posição de ‘X1’ Foto: Nathalie Gallo

O grupo Magnus Legio (que vem do latim e significa grande legião), ativo há dois anos, é uma junção dos antigos grupos de swordplay: Vigrid Guardians, Fenrir Fury e Angels Blade, que existiam na cidade e possui como lema a honestidade e o companheirismo. “A honestidade porque este é um esporte que não tem juiz, portanto, se o praticante não for honesto e roubar, poderá até obter a vitória, mas esta será roubada e sem sabor. Quando isso acontece, os outros integrantes do grupo logo percebem que determinada pessoa está ‘roubando no jogo’ e ela acaba se autoexcluindo do grupo. Adotamos o companheirismo também, porque sozinho ninguém obtem a vitória, que é conquistada em grupo, como lutamos em exércitos”, diz Glauco Ferrinho.

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Parte da equipe Magnus legio em combate – Foto: Nathalie Gallo

Ele também conta como surgiu a iniciativa de criar um grupo de swordplay em Limeira. “Eu tive uma experiência com o swordplay em eventos de anime [evento de cultura japonesa], gostei muito da atividade que simula o combate com espadas e quis montar o meu grupo aqui em Limeira para ter com quem brincar. Como meu primeiro grupo no início não tinha muito público, logo descobri que existiam outros dois grupos aqui na cidade. Entrei em contato com esses grupos e começamos a treinar juntos no Parque Cidade, que é um local público e onde meu grupo já treinava. Então vimos que não tinha necessidade de ter três grupos diferentes numa cidade tão pequena. Decidimos desfazer os três grupos e formar somente um. Assim surgiu a Magnus Legio”.
As regras básicas do esporte no momento em que se trava um combate ou duelo baseiam-se em acertar o oponente com golpes de espadas ou demais equipamentos do esporte, sendo proibidas áreas como cabeça, pescoço, genitais e, no caso das mulheres, também os seios.
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Integrantes da Magnus travando duelo – Foto: Nathalie Gallo

Como o grupo não possui um líder, as pessoas que o dirigem são os integrantes do Conselho da Magnus Legio.
A idade mínima para ser membro do grupo é a partir de 16 anos. Para menores de 18 anos ingressarem no esporte, é necessário ter uma autorização por escrito dos pais ou responsáveis.

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Equipamentos que se assemelham a espadas medievais são destaque – Foto: Nathalie Gallo

O esporte apresenta um sistema de hierarquia e graduação, que se inicia com o novato, a pessoa que está ingressando no grupo de swordplay, seguindo pelo recruta, soldado, soldado de elite, cavaleiro e por último, o herói. “O novato passa por um treinamento e depois deve realizar um teste, no qual, se passar, consegue o título de recruta e ganha a permissão para usar alguns equipamentos. Depois do recruta, para adquirir o título de soldado e logo após, ir conseguindo as outras categorias, a pessoa terá que fazer outras provas. O posto de soldado de elite é o mais alto que temos no grupo. Acima desse, temos a categoria de cavaleiro e, por último, o herói, que, com dois anos de grupo, até hoje nunca ninguém atingiu”, explica Ferrinho.

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Glauco Ferrinho, Yan Stabile, João, Vinícius Madureira e Gustavo Garcia –
Foto: Nathalie Gallo

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Equipamentos são utilizados durante os combates – Foto: Nathalie Gallo

Os integrantes do grupo, Rômulo Adriano Borges Alves (18), Murilo Henrique dos Santos (17) e Mayssa Maria da Silva Brito (16) comentam o assunto. “O que é mais atrativo no esporte em si, é a prática da luta. Passei por três grupos diferentes até chegar neste atual, no qual estou desde junho do ano passado”, diz Alves. Já para Murilo Henrique dos Santos: “Foi meu primo quem veio com a ideia de entrarmos num grupo de swordplay. Eu vi o pessoal lutando, resolvi entrar e gostei do esporte. A Magnus me proporcionou muitas amizades”. Para Mayssa Maria da Silva Brito, uma dos soldados femininos: “Eu vejo nosso grupo de swordplay como um lugar onde posso melhorar minhas habilidades motoras, fazer amigos e aprender sobre a cultura medieval. Comecei a praticar o esporte há mais ou menos dois anos e não tive nenhum tipo de preconceito. As meninas participam normalmente das competições e podem lutar com quem quiserem”.

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Grupo Magnus Legio de swordplay – Foto: Nathalie Gallo

A Quimera

O símbolo da Magnus Legio, uma quimera, feita a partir da junção de três animais: leão, coruja e serpente, é encontrada nos uniformes e escudos do grupo. Uma criação dos próprios membros, o leão simboliza a coragem, a coruja a sabedoria e, a serpente a astúcia. “Nós queríamos ter um símbolo, mas não queríamos escolher aqueles que o pessoal geralmente adota, como o dragão. Daí surgiu a ideia de pegarmos três animais que tivessem representação forte, que, no caso, são: o leão, a coruja e a serpente. Assim, montamos a nossa quimera, que tem a cabeça e as patas de um leão, as asas de uma coruja e o rabo de uma serpente”, comenta Glauco Ferrinho.
A quimera também é encontrada no brasão do grupo, que é parecido com o brasão da cidade de Limeira.

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Escudo: Quimera como símbolo do grupo – Foto: Nathalie Gallo

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Quimera: Junção leão, coruja e serpente – Foto: Nathalie Gallo


Vídeo: Nathalie Cristine Gallo

Torneio de Arquearia em Vídeo

O TAV (Torneio de Arquearia em Vídeo) é um campeonato de arco e flecha feito com vídeos realizado entre os grupos praticantes de swordplay de todo o Brasil. Nesse torneio, é permitido somente o uso do pipebow (arcos feitos com tubo de PVC) e flechas boffer (qualquer equipamento acolchoado que simule uma arma branca, como espadas, facas, machados ou flechas) e podem participar do campeonato apenas três arqueiros de cada grupo, sendo cinco tiros feitos por cada um desses integrantes. “Eu gosto muito dessa proposta, principalmente por este torneio partir da união de dois grupos tão distantes geograficamente, Berserk – Santos/SP e BCS – Salvador/Bahia. Competições deste tipo promovem a integração e a união de grupos que, sem uma oportunidade como esta, talvez nunca tivessem uma chance de conhecê-los”, informou por email o designer de jóias Glauco Antonio Ferrinho.
Para o vídeo ser aceito deve ser gravado sem interrupção e trazer data e horário da gravação.
Em sua 8ª edição, o Torneio de Arquearia em Vídeo é dividido entre a competição de Inverno e a de Primavera, apresenta algumas regras quanto à competição, equipamento, prova e pontuação e também regras de julgamento.
Para se inscrever no 8ª TAV Primavera, é preciso ler atentamente a página de regras, certificar-se que o grupo tenha arcos do tipo pipebow e flechas boffer, realizar a inscrição até o dia 9 de dezembro através do correio eletrônico lageandrews@gmail.com e postar o vídeo, que logo depois deverá ser julgado. Mais informações estão disponíveis no site.

Regras de competição:

• O alvo deve ser um círculo de 30 cm de diâmetro, sendo sua cor diferente da tonalidade de fundo;
• O alvo deve estar a 150 cm de altura em relação ao solo, sendo sua distância medida do solo ao topo do alvo;
• Toda bateria deve ser composta por três arqueiros, sendo que cada participante pode atirar cinco flechas;
• Os arqueiros devem estar posicionados a 12 metros de distância do alvo.

Regras do equipamento:
• O arco deve ser feito somente de PVC de água fria e cano de PVC de água quente.
• Reforços são permitidos desde que não ultrapassem as 30 lbs e que a base continue sendo de PVC.
• É permitido o uso do descanso de flecha, mas é vetado o uso de qualquer outro acessório que auxilie no tiro (como mira, estabilizadores, etc).
• A flecha deve ter hastes somente de madeira, sendo proibido o uso de penas profissionais e hastes industriais (alumínio, fibra de vidro ou carbono)
• As ponteiras devem ser do tipo boffer e conter mais de 2,5 de raio (5cm de diâmetro)

Fonte das regras: em: http://www.cofenix.com.br/tav/?page_id=9

Data da prova e pontuação:
• É responsabilidade dos participantes provarem no vídeo a data e horários marcados, sendo que a forma como deveram prová-los deve ser enviada no momento da inscrição;
• Acertar o alvo concede 10 pontos;
Disponível em: http://www.cofenix.com.br/tav/?page_id=9
Deve conter no vídeo na seguinte ordem:
• Data e horário e local no início do vídeo (da forma especificada na inscrição);
• Apresentar arco e flecha atirando-se contra um dos outros arqueiros a uma distância de 8 metros, e mostrando que o arqueiro atingido saiu ileso do procedimento;
• Deixar uma marca visível na base de tiro;
• As três baterias de tiros devem ser sem cortes;
Fonte das regras: http://www.cofenix.com.br/tav/?page_id=9

Regras de julgamento

• Só são validados os disparos cuja ponta da flecha acerte de frente ao alvo. São invalidados acertos de raspão ou com qualquer outra parte da flecha que não a parte frontal da ponteira;
• Se ainda assim algum acerto for duvidoso, os outros grupos competidores avaliarão o vídeo, e um representante de cada dará seu voto de válido ou inválido, sendo assim, decidida a dúvida por maioria simples;
• Os vídeos devem ser enviados em, no máximo, duas semanas após a prova;
• Os resultados finais só serão divulgados após todos os vídeos serem enviados;
Fonte das regras: http://www.cofenix.com.br/tav/?page_id=9

A seguir, um vídeo do grupo Magnus Legio:


Fonte: Grupo Magnus Legio

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