Taxa de mortalidade Infantil cresce em Rio Claro

Colaboração: Thaís Nascimento

A cidade de Rio Claro apresentou no ano de 2010 a maior taxa de mortalidade infantil da ultima década.
A cada mil nascidos 14,6 morrem, o numero absoluto foi de 33 mortes segundo dados recentes liberados pelo IBGE.
Mesmo mantendo-se abaixo do numero nacional que é de 15,6%, os números são preocupantes quando comparados (gráfico abaixo).

GRÁFICO WANDS

Apenas nos anos de 2005, 2007, e 2009 as taxas mantiveram-se abaixo das 10 mortes por cada mil nascidos.O índice mais baixo conforme observado no gráfico foi em 2007 com 6,7 por mil(15 mortes).
Visando diminuir os números, a Fundação de Saúde tem implementado algumas ações como o Programa Bebê de Risco, que promove a vacinação de recém-nascidos antes da alta hospitalar, identificação dos riscos e o encaminhamento para avaliação de equipe multiprofissional.
De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Ivana Freschi de Souza, a rede municipal de saúde dispõe de 15 unidades de saúde com atendimento pré-natal, onde a gestante conta com consultas (mínimo de sete durante a gestação), exames de primeira e segunda rotina, vacinas e ultrassonografia.
Os cuidados com a criança acontecem antes mesmo do nascimento, a assistência pré natal é um fator importante para a redução da taxa, já que patologias relacionadas á gravidez e ao puerpério podem ser controladas ou tratadas, evitando complicações posteriores para a mãe e a criança.
A coordenadora da Unidade Básica de Saúde da Vila Cristina, Andréia Tito explica que em primeiro lugar a gestante tem que agendar uma consulta, no dia do agendamento ela passa pelos cuidados de uma enfermeira e fica no aguardo do Ginecologista,na data pré agendada. O pré natal assim como todo acompanhamento é feito no posto, ao não ser que a gestante apresente complicações encaixando-se assim no grupo de risco, caso isso ocorra a mesma é encaminhada para o Centro de Especialidades e Apoio Diagnóstico (CEAD), onde passará a ser atendida.
Na prática, do agendamento a consulta a espera regular é de mais de vinte dias, é o que Thaís Bueno relatou sobre seu atendimento “Quando fui procurar o exame de pré natal no postinho da Vila Cristina a consulta demoraria quase 20 dias ,insatisfeitos com a demora eu e meu marido resolvemos pagar meu pré natal na clinica Albuquerque “. Embora os cuidados tenham sido realizados em clínica particular, o parto foi realizado em rede publica, com dores, sangramento e dois dedos de dilatação a paciente tentou por uma semana ser internada, mais como em sua carteirinha constavam apenas 39 semanas, os médicos a examinavam e a mandavam para casa,até que madrugada do dia 09 de fevereiro , encontrou no plantão a Doutora Rowena Badra, que verificou que as contas do ginecologista de Thaís estavam erradas e a paciente já havia entrado na 42ª semana de gestação, se esperasse mais o neném e a mãe corriam risco de vida.
A futura mãe ficou impressionada com o tratamento que teve da médica e das enfermeiras que davam banhos quentes e massagens até a paciente alcançar os dez dedos de dilatação e estar apta ao parto normal. O menino nasceu com saúde e teve total assistência dos pediatras até receber alta.
Entre as principais razões de morbidade na cidade, gravidez, parto e perpétuo aparecem como principal causa entre mulheres de 15 á 59 anos, já entre as crianças menores de 1 ano complicações originadas no período perinatal , ou seja complicações entre as 22 semanas completas (154 dias; 5 meses e meio) e os 7 dias completos após o nascimento, são as mais relevantes.
A Fundação Municipal de Saúde foi procurada para posicionar-se perante ao crescimento da taxa de mortalidade, porém não quis manifestar-se.

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Juliana Goulart

Estudante do 3º semestre de Jornalismo na Universidade Metodista de Piracicaba. E-mail :juhh_goulart@hotmail.com

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