Tecnologia e fake news marcam eleições no Brasil

Post By RelatedRelated Post

Assim como nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, de 2016, a difusão de fake news foi a grande marca da disputa eleitoral brasileira neste ano. A presença de tecnologia foi decisiva e para alguns eleitores este foi um aspecto positivo. Para outros, entretanto, foi prejudicial ao processo político.

Candidato do PSL, Jair Bolsonaro foi eleito presidente da República, em segundo turno, com 55,13% dos votos válidos, enquanto Fernando Haddad, do PT obteve 44,87% de votos.

Para Leonardo Alves Martins, 23, o uso da internet nas eleições foi positivo. “Com o poder da internet todo mundo pode ver e formar sua opinião e também é importante por que permite pesquisar sobre seu candidato”, diz.

Por outro lado, a disputa também foi contaminada pela divulgação de ofensas e calúnias sobre os candidatos, por meio das redes sociais, principalmente o Facebook e o Whatsapp. “Achei uma baixaria, muita provocação entre as pessoas e muitas mentiras tentando enganar os eleitores”, afirma o encarregado de produção José Hilário da Silva, 60.

O estudante de geografia da Unicamp, Matheus de Campos, também critica o uso da rede para induzir os eleitores a erro. “É o caráter perverso de globalização que o mundo vive desde a década de 90, onde não temos mais eventos isolados e aleatórios, todos estamos conectados. E isso está sendo usado para o mal, não é à toa que o escândalo das fake news do Bolsonaro tem ligação com o mesmo homem que fez as campanhas do Trump (Donald) nos EUA”, lamenta.

Eleitor pela primeira vez, Lucas Sanchez Bitencourt, 19, também avalia que o papel dos meios de comunicação em rede foi decisivo. “Essa eleição vai entrar para história, para vermos como os meios de comunicação pode influenciar em uma eleição e definir o futuro do país”, analisa. E conclui: “Essa eleição tomou grande proporção devido às mídias e ao uso de fake news”.

Divisão

Além da questão tecnológica, a eleição, principalmente no segundo turno, dividiu a sociedade em campos políticos muito diferentes.

José Hilário e Matheus de Campos, apoiaram o candidato do PT, por se identificarem com suas propostas e acreditarem em seu caráter. “Acredito na linha ideológica que ele seguia, afinal de contas sou social-democrata, e porque na minha opinião o plano de governo dele e a equipe que ele queria montar, somado com os aliados que fez, eram o que melhor representavam a minha classe social”, explica Campos.

No sentido oposto, Lucas Sanchez e Leonardo Martins consideraram que a mudança do Brasil seria feita com Bolsonaro no poder. “Não concordo com tudo que o Bolsonaro propôs, mas o PT não me representa, com o PT no comando foi só desgraça”, justifica Martins.

Para Thaysa dos Santos Leite, no segundo turno, a solução que encontrou foi a de anular o voto. “Nenhum candidato me agradou”, destaca.

Share

Lis Oliveira

DEIXE UM COMENTÁRIO

Email (will not be published)

*