Um espetáculo como ninguém viu

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Testes de luz são feitos anteriormente ao show - Foto: Larissa Helena

Enquanto parte do grupo de seis estudantes de Jornalismo “cobria” o show da Elba Ramalho, que aconteceu no Sesc de Piracicaba, São Paulo, na noite de quatro de maio, Isabela Borghese e eu ficamos com a missão de assistir o evento por outro ângulo: através da percepção de todos os detalhes que passam despercebidos aos “olhos” da maioria, que os fecham para “sentir” as letras das belas interpretações de Elba.

O evento, marcado para as 21h, atrasou um pouco. O grupo todo chegou por volta das 20h30min. Já estava quase tudo pronto: o palco, montado na quadra do ginásio do Sesc, aguardava belo e impecável em sua simplicidade, não muito grande, a altura ao nível da cintura de um homem de 1.70m. No chão de madeira se encontravam organizados todos os instrumentos, e no espaço da cantora não havia setlist.

O pessoal da iluminação era o único que ainda trabalhava, e o som já havia sido passado à tarde, então todos os integrantes aproveitavam para descansar no hotel. A aluna Larissa Martins ficou responsável por registrar o show em fotografias, então se posicionou no “gargarejo” e não a vimos mais até o final. O parceiro Felippe Limonge também se acomodou em frente ao palco, perto da grade. Com o bloquinho em mãos, anotava sem parar e não perdeu a oportunidade de fazer perguntas aos fãs da Elba que se posicionavam perto dele.

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Momento de concentração do público à espera da cantora - Foto: Isabela Borghese

Já a estudante Jéssica Lopes, a Pom, resolveu avaliar a noite mais atrás, em meio ao público. Assim, Isabela e eu fomos circular pelo local, à procura dos integrantes da banda e de membros do quadro de produção, para conseguir algumas entrevistas. A futura jornalista Ariane Precoma nos acompanhou, pois ainda não havia chegado a hora de cumprir a sua pauta.

Em poucas andadas encontramos Nei Conceição voltando do hotel. O contrabaixista paraense está há um ano e dois meses na banda, o mais novo integrante. “Estar no palco é muito bom, muito prazeroso. A turma é muito boa, a rapaziada é muito legal mesmo”, comenta. Ao ser o primeiro tomado pelo grupo, o músico disse também sobre a grande quantidade de shows que a Elba faz: “tem mês que são dez”, lembra.

Logo depois, localizamos o produtor da cantora em São Paulo, Tony Azevedo, que falou sobre o desenvolvimento do CD e DVD “Marco Zero”, em comemoração aos 30 anos de carreira da cantora:


O show começou com a Elba de vestido curto, preto e verde, lindas pernas brilhando sem meia-calça, os famosos cabelos longos e soltos, boca pink e salto alto preto com cristais; e uma breve apologia: “Eu sei que é quarta-feira, que está tarde, mas vamos animar!” E deu-se início. Com um público definitivamente misto, os veteranos dançavam aos casais, enquanto os jovens se comportavam ao estilo típico de um show, acompanhando as letras sem errar.

A iluminação perfeita, amarela, passava ao azul apenas na interpretação de “Nossa Senhora”. Elba andava pelo palco o tempo todo, “parecia que tinha rodinhas nos pés”, assim notou Pom. Chegava perto da plateia a todo momento, fazendo “caras e bocas” para as fotos dos fãs. Para tocar “Chão de Giz”, Elba Ramalho pegou o violão e encantou mais ainda os presentes. Ao encerrar o show, o público pediu bis com bastante energia e intensidade, fazendo com que a cantora voltasse e cantasse ainda mais três músicas.

Ao fim da apresentação, Larissa e Pom foram se encontrar com o restante do grupo para ir à entrevista coletiva. Felippe “se perdeu”. Até então, a informação que havia sido recebida era de que nossa equipe não poderia fazer perguntas, apenas aproveitar as questões das duas emissoras de TV que estariam no local. Por fim, uma delas não apareceu, dando a nós dez minutos com a artista.


Entramos. O camarim branco e iluminado tinha um espelho grande que refletia o Buffet vegetariano, as garrafas de água e suco reservados à Elba. A cantora nos recebeu cordialmente, com um traje diferente do que estava no palco, mais à vontade. Só nos restava então aproveitar a oportunidade: a Pom e eu como auxiliares de filmagem, a Larissa com a filmadora, a Ariane com as perguntas e a Isa com o gravador de áudio, todas a postos para a entrevista que se desenrolou por bem mais do que dez “minutinhos”, e valeu como uma experiência gratificante, única e contributiva para a nossa formação cultural e jornalística. Inesquecível.

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Laila Braghero

Estudante de Comunicação Social - Jornalismo, na Universidade Metodista de Piracicaba - Unimep. Facebook: facebook.com/lailabraghero

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