Variedades da Cana-de-açúcar podem ter impactos positivos para os grandes produtores

Foto: Letícia Alves

O Brasil é um dos maiores produtores de cana-de-açúcar do mundo, com produção o ano todo e colheita em período chamados de safras, que ocorrem geralmente entre agosto/setembro e vai até março/abril podendo se estender em algumas regiões, com uma grande demanda de cortes e utilização da matéria-prima.

Para atender esta demanda, alternativas podem ser tomadas a partir de pesquisas desenvolvidas para o melhoramento da cana, como por exemplo o ‘Pró-cana’ desenvolvido pelo Instituto Agronômico de Campinas da Secretária de Agricultura e abastecimento de São Paulo. De acordo com os pesquisadores do programa Cana, este é um dos três programas de melhoramento genético da cana-de-açúcar com contribuições significativas para o setor sucroenergético do Brasil, contando com 175 empresas parceiras no programa Cana IAC.

Com pesquisas como a canavicultura de três dígitos, a variedade do instituto agronômico juntamente com o manejo recomendado, segundo os pesquisadores do IAC, o resultado médio salta de 70 para 100 hectares na média de cinco cortes. Com um aumento na produtividade em até 40% em regiões com déficit hídrico que adotam os pacotes tecnológicos desenvolvidos pelo instituto, os resultados são obtidos em cerca de três a cinco anos após adotarem as estratégias. A adaptação das condições hídricas por meio do programa Cana IAC, segundo o pesquisador e líder do programa Marcos Guimarães de Andrade Landell, promove o aumento da produtividade, conseguindo atingir a produtividade dos três dígitos. Um exemplo de variedades de cana-de-açúcar adaptadas em áreas com déficits hídricos expressivos é o IAC91-1099 que já ocupa cerca de 15% das áreas cultivadas por importantes grupos de produtores.

Segundo os pesquisadores do Instituto, são desenvolvidos métos de variedades de cana em conformidade com o perfil regional, de forma importante para a expansão da cana em áreas de grande déficit hídrico, como na região do cerrado brasileiro. Um exemplo é a permissão da incrementação de 30% na produção da cana-de-açúcar. Os produtores que usam a tecnologia de manejo preconizada pelo programa Cana IAC, colhem mais de 100 toneladas por hectare na média de cinco cortes, sabendo que a produção naquelas áreas seriam inferiores a 80 toneladas.

Ainda de acordo com o Instituto, as conquistas da última década, foram o desenvolvimento e implantação do sistema de mudas pré-brotadas, ampliação da rede de experimentação e estação de hibridação da bahia. Nesta estação, existem as condições de florescimento da cana, permitindo a hibridação para gerar viabilidade genética para o melhoramento. “A partir das flores, são feitos os cruzamentos entre genótipos usados como parentais, que geram as ‘sementes verdadeiras’ de cana. As mesmas semeadas, originarão milhares de plântulas de cana-de-açúcar com alta variabilidade genética dando ocasião a seleção de individuos superiores quantos às principais caracteristicas agroindustriais. Assim nascem as novas variedades” – diz Marcos Guimarães de Andrade Landell. Essa estrutura usa melhor o geoplasma e trabalha com diversas estratégias atendendo váriadas finalidades, por exemplo a produção de açucar, etanol, industria de bioenergia e cana para uso forrageiro.

Outros projetos que também trabalham a cana-de-açúcar de acordo com o IAC é o previclimacana, que faz uma estimativa da produção da cana sendo atualizado mensalmente, fazendo a previsão da produtividade com as usinas conveniadas, incluindo o levantamento de biomasa, com o alcance de 98% de acertos em estimativa na safra. Outro, é o Ambicana, que faz o diagnóstico do ambiente, de forma a avaliar o potencial da implantação de um canavial em determinada região, dando uma orientação sobre a variedade mais adequada ao local, com melhora na produção em 25% de acordo com o IAC, isso tanto para a base da implantação de novos plantios ou otimização das tecnologias da cana.

Os melhoramentos com relação a cana-de-açúcar ajudam na grande demanda dos produtores, uma vez que o brasil é um dos maiores produtores de cana e de açúcar no mundo.

 

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Letícia Alves

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