Falta de ônibus noturno gera reclamações em São Pedro

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Mesmo após a mudança da empresa encarregada pelo transporte coletivo público em São Pedro, em 2014, a população ainda reclama da falta de ônibus à noite. O problema afeta principalmente moradores dos bairros mais afastados como Dorotheia, Alpes e Nova São Pedro.
A Cooperativa de Transportes de São Pedro (Coopertransp) assumiu a operação do serviço no dia 20 de outubro de 2014, com a promessa de novos veículos e rotas. Com isso, a população esperava a volta dos ônibus noturnos que haviam sido retirados ainda na gestão da empresa anterior, sob o argumento de estarem sofrendo muitos assaltos. Porém isso não aconteceu. Os dois veículos encarregados de fazer as rotas na cidade param de rodar às 19h50 e 19h20. Nos finais de semana e feriados, apenas uma linha funciona e para às 19h20.
Segundo o presidente da cooperativa, Juliano Francisco Casacho, os horários foram estabelecidos pela prefeitura.
Para o morador do bairro Alpes, José Ferreira, isso é um problema para as pessoas que saem mais tarde do trabalho, para aqueles que trabalham à noite em restaurantes e bares na cidade e para pessoas que têm compromissos noturnos, como ir à igreja. O morador afirma que muitas pessoas saem bem mais cedo do que o necessário para garantir o ônibus das 19h50 e dependem de caronas para voltar para casa mais tarde. Além de aumentar ainda mais os riscos para as pessoas que precisam se locomover a pé, por ruas mal iluminadas e ao lado de rodovias que oferecem riscos como atropelamentos, assaltos e estupros para as mulheres.
Quando questionado se existem propostas para a solução do problema ou apresentação de alternativas para a população que precisa dos ônibus noturnos, o presidente da cooperativa informou que haverá uma reunião, na qual podem ser discutidos novos horários. O motivo seria a inauguração do novo mercado Pague Menos na cidade, neste mês de novembro. Com isso, deverá ser levado em conta o grande número de funcionários contratados pelo mercado e seu horário de funcionamento, para que o transporte possa atendê-los.
Além do problema com a falta de ônibus à noite, alguns usuários reclamam dos horários já existentes que, segundo eles, são muito espaçados, o que gera superlotação nos momentos de pico – às 6h e das 17h30 às 18h. Nos finais de semana e feriados, apenas um dos ônibus é responsável pelas duas rotas.
A prefeitura, ao ser contatada, não deu retorno para explicações sobre os critérios para a retirada dos ônibus ou mais informações sobre a reunião que poderia acontecer, onde eles seriam discutidos. Nenhuma solução alternativa para a população foi apresentada até o momento.

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Ana Clara Gaspareto

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