MEDIAÇÃO DE MIL E UMA NOITES LEVA A UMA IDEIA DO ORIENTE

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A professora e coordenadora do curso de Letras Língua Portuguesa, Josiane Maria de Souza levou os alunos e visitantes a uma viagem imaginária sobre o Oriente. Com uma mediação de leitura no Auditório Verde do campus Taquaral da Unimep, Souza conversou com possíveis leitores sobre o livro Mil e Uma Noites.

A mediação começou com a apresentação de um grupo de dança do ventre. Em seguida, foi feita a leitura de um texto árabe com pequenas explicações sobre o idioma. Foi apresentado também um vídeo que fala sobre a tradução do livro pelo escritor e professor da USP, Mamede Mustafa Jarouche.

A professora foi mostrando como as traduções do livro levam os leitores a imaginar o Oriente, uma construção do que seria o lugar, a cultura etc., pois ao falar do mundo árabe é comum despertar uma visão estereotipada por conta dos conflitos vividos nos últimos tempos.

O primeiro a traduzir o livro Mil e Uma Noites foi Antoine Galland em 1704. Ele adaptou histórias como Ali babá e os 40 ladrões, Aladim, As Viagens de Simbad em contos de fadas, que no século XVIII estavam na moda na Europa, por isso ficaram tão famosas. Galland retirou os palavrões e partes eróticas e por estes motivos ficou conhecido e fez as histórias se tornarem contos infanto-juvenis. As traduções brasileiras do livro eram todas feitas por Galland, até a chegada da tradução feita por Jarouche.

Foi apresentado também o texto da antropóloga Mariza Werneck, da PUC-SP, que fala como foi construída a ideia de sultão. Ela relata que o texto Mil e Uma Noites é uma moldura, onde se inicia uma história e a partir dela vem outro narrador e conta outra história e assim por diante. A obra conta a história de um sultão que, traído pela esposa, mandou matá-la. Desse momento em diante decidiu que passaria cada noite com uma mulher diferente, e que na manhã seguinte a mataria. Dentre várias, Sherazade foi a mais esperta, iniciou um conto que despertou o interesse do Sultão em ouvir a continuação nos dias seguintes. E com isso escreveu mil e uma noites. Segundo a antropóloga, o sultão “tem o fígado lacerado pelo amor das mulheres, e o coração eternamente embrulhado em suas saias. ”

Segundo a professora Josiane, a origem do livro pode não ter sido a Pérsia, mas sim a Índia e depois espalhada para outros lugares.
O conto influenciou vários outros textos e autores na literatura Ocidental. E de acordo com a ministradora da mediação, são contos clássicos que incentivam as pessoas a se aproximarem da leitura. O texto é recomendado para qualquer idade, de acordo com a sua tradução.
A coordenadora do curso fez o sorteio de alguns livros, um traduzido pelo Professor da USP Mamede Mustafa Jarouche, algumas histórias em quadrinhos e DVDs, todos sobre as Mil e Uma Noites.

Professora Josiane Souza durante a mediação sobre o livro Mil e Uma Noites

Professora Josiane Souza durante a mediação sobre o livro Mil e Uma Noites

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Fernanda Juliano

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