Moradores reclamam do crescente abandono de cães em Americana

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Cachorros de rua - Foto: Fernanda Mazi

Cachorros em bando – Foto: Fernanda Mazi

O abandono de cachorros no bairro Parque Novo Mundo, em Americana (SP), tem se tornado um problema de interesse público nos últimos meses. Além de representarem um risco de acidentes no trânsito, também oferecem danos à saúde e segurança da população. “Às vezes eles andam em bando, e a gente tem que dar voltas ou mudar de rua”, conta a dona de casa, Ivone Vernoschi, 47. Segundo ela, é comum encontrar animais agressivos ou que aparentam estar doentes. A estudante Júlia Adorno, 18, acrescenta: “conheço uma pessoa que foi mordida por um cachorro de rua e nenhuma providência foi tomada.”

De acordo com o policial militar Adriano dos Santos, moradores alimentam os cães mas não tomam as medidas para a proteção dos animais, que acabam ficando à mercê da violência, da desnutrição e da carência. Já o PM Rogério Nascimento Takiuchi informou que a Lei Estadual 11.977/05, conhecida como Código de Proteção aos Animais, estabelece em seu Artigo 11 que “os Municípios do Estado devem manter programas permanentes de controle de zoonoses, através de vacinação e controle de reprodução de cães e gatos, ambos acompanhados de ações educativas para propriedade ou guarda responsável”. Mas a lei não menciona a palavra recolhimento. Segundo ele, todas as chamadas feitas ao 190 relacionadas a animais abandonados são redirecionadas para o Centro de Controle de Zoonoses.

A dificuldade, entretanto, é realizar o recolhimento destes cachorros, uma vez que o número de abandonos é cada vez maior. Segundo o Centro de Controle de Zoonoses de Americana, um animal de rua somente é recolhido quando precisa ser castrado, ou apresenta doença ou agressividade. Devido à superlotação do canil, após o tratamento, o animal pode ser colocado para adoção, caso haja vaga, ou voltar ao local onde foi pego.

A ONG Anjos Peludos vem fazendo um trabalho paralelo de resgate de animais abandonados com o objetivo de colocá-los para adoção. A presidente da ONG, Cristiane Marques, diz que “no momento que resgatamos o animal, a prioridade é em salvar aquela vida, para só depois verificarmos se o animal possui alguma doença e fazer os devidos exames”. A adoção é feita com termo de posse responsável e com microchip. São realizadas feiras de adoção todos os finais de semana em Americana, sendo aos sábados na Praça Basílio Rangel e aos domingos no Mercado Municipal.

O Centro de Controle de Zoonoses orienta que a população informe casos de animais abandonados. O CCZ fica na avenida Heitor Siqueira, 1.520 na Praia Azul, telefone: (19) 3467-2344.

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Fernanda Mazi

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