Multas de trânsito proporcionam grande aumento na arrecadação pública de Sumaré

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Entre Junho e Setembro de 2015, foram arrecadados aproximadamente 800 mil reais com multas de trânsito na cidade de Sumaré. O valor, consideravelmente alto para os parâmetros da cidade, possui uma justificativa.

Radar eletrônico em uma das entradas de Sumaré (Foto: Murillo Gomes)

Em maio de 2014 foi instalado na cidade um novo sistema de fiscalização eletrônica de velocidade e avanço de veículos – radares, para os mais próximos –, devido ao risco de acidentes e ao frequente desrespeito à sinalização.  No primeiro mês de funcionamento, este novo sistema multou cerca de 300 motoristas por dia na cidade. Foram 8.869 infrações em 30 dias, gerando uma arrecadação de aproximadamente 755 mil reais para os cofres da Prefeitura. Os valores arrecadados entre maio e junho de 2014 significam quase metade do que a Prefeitura arrecadou entre os anos de 2012 e 2013.

 

 

Mais de um ano após a instalação do novo sistema, a arrecadação com multas de trânsito em Sumaré continua alta. A prefeitura, porém, não disponibiliza a arrecadação completa em seu Portal de Transparência. Apenas dias úteis são contabilizados, enquanto os dados dos finais de semanas e feriados não são revelados para a população, sendo assim, os números apresentados inferiores a real arrecadação da cidade.

Gráfico 2

O QUE DIZ A LEI?

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), toda e qualquer arrecadação com multas de trânsito é destinada exclusivamente a despesas públicas de sinalização, engenharia de tráfego e campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito.

Procurado pela reportagem para questionamentos sobre o destino das arrecadações públicas do setor, João Moreira, secretário do Controle Interno e Transparência da Prefeitura Municipal de Sumaré, não deu respostas.

A população, por outro lado, não se omitiu ao ser questionada sobre o atual sistema de trânsito da cidade. O analista de suporte, Thiago Ferreira da Cunha, demonstra indignação ao saber das grandes quantias que vão para os cofres públicos. “As ruas estão mal sinalizadas, os faróis estão constantemente falhando ou não funcionando, a cidade inteira possui buracos nos asfaltos. Não existe planejamento de trânsito, ruas onde deveriam ser preferencial não são. É evidente que não estão investindo nas sinalizações e nos outros quesitos”.  Thiago, em tom de brincadeira, completa: “por aqui temos até uma piada, que diz que quando começa a turbulência, sabemos que estamos em Sumaré”.

Para a recepcionista Juliana Brandão, o alto valor assusta, já que, segundo a própria Prefeitura, diversos projetos não foram aprovados na cidade pelo motivo de falta de verba. “Para onde está indo este dinheiro mensalmente?”, questiona.

Já a recepcionista Daniely Martins, diz que é necessária a fiscalização, mas o retorno da mesma é extremamente importante para a população. “Não queremos nada além disso, apenas ter ciência de algo que nos pertence e que é direito de todos”, finaliza.

Avenida Rebouças, centro de Sumaré (Foto: Murillo Gomes)

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Murillo Carvalho Gomes

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