Sem licitação, serviço de ônibus em Limeira é alvo de reclamações

por / 31 de maio de 2017 Sua Cidade sem comentários

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Atualmente em contrato emergencial, o sistema de transporte público de Limeira é motivo de reclamação para muitos usuários. Basta uma ida ao terminal central da cidade para encontrar moradores insatisfeitos, principalmente em razão das condições dos ônibus, do preço da passagem e dos poucos horários em algumas linhas.

A auxiliar geral Dione Matias, 44, por exemplo, mora no residencial Antonio Simonetti e trabalha no bairro Cecap. De carro Dione levaria 12 minutos, segundo o Google Maps, no trajeto. Mas de ônibus a auxiliar demora uma hora nos dois ônibus (linhas 124 e 2) que precisa pegar diariamente para ir e voltar do serviço. “Além da demora, os veículos são velhos e alguns até têm bancos rasgados”, conta Dione, que também reclama do alto preço da passagem, atualmente em R$ 3,70.

A superlotação em horários de pico é uma realidade na cidade, aponta a babá Jéssica Rosa, 26, que também precisa de duas conduções (linhas 11B e 107) até o trabalho. “Para piorar, muitos bairros não têm pontos de ônibus e a gente tem que esperar debaixo de chuva”.

Terminal central de ônibus de Limeira. Foto: João Souza

 

Em bairros mais afastados a situação se complicado por conta dos poucos horários e da utilização de veículos mais velhos. A auxiliar de serviços gerais Maria Silvia de Oliveira, 53, mora no bairros dos Pires – região rural do município – e depende do transporte público para ir trabalhar e também quando precisa ir ao posto de saúde. “Quando a gente tem médico e o ônibus quebra, a gente acaba perdendo a consulta”, reclama.

Estudantes com cartão do sistema pagam R$ 1,00 por viagem, como é o caso das estudantes Rebeca Assis e Amanda Vieira, que moram no bairro Santina e pegam a linha 8C até o centro da cidade. Para as jovens, mesmo com o desconto a qualidade do serviço oferecido está bem aquém do pago. “Toda vez que a gente vai pegar [o ônibus] está muito cheio. O elevador de cadeirantes vive quebrado e idosos vão em pé”, destaca Rebeca.

Ônibus em operação desde 2007 deixando o terminal central/ Foto: João Souza

A reportagem tentou contato com a viação Limeirense, que detém em contrato emergencial 100% das linhas da cidade, questionando sobre a situação dos veículos e não obteve sucesso. Em seu site oficial, a empresa afirma que “recentemente, fez a entrega de 55 veículos novos, em um investimento de mais de R$ 17 milhões”. Mas nas ruas a reportagem encontrou dois ônibus que estão em operação na cidade desde julho de 2007, ou seja, quase dez anos.

Procuramos a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, através da Assessoria de Comunicação da Prefeitura, para sabermos se já há previsão de uma nova licitação e se há algum projeto executivo integrado para melhorar o sistema de transporte público na cidade. Mas não obtivemos resposta até a publicação desta matéria.

 

 

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João Souza

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