Unimep oferece condições de acessibilidade

Visando maior inclusão, Unimep oferece condições de acessibilidade a alunos especiais

Banheiros adaptados para deficientes físicos – Foto: Lauren Milaré

Nos tempos atuais há uma grande preocupação com a inclusão de jovens e adultos com deficiência e/ou mobilidade reduzida. Independentemente dessa inclusão ainda não estar presente em 100% dos locais da nossa região, já existem várias escolas e universidades aptas a receber alunos com necessidades especiais.  De acordo com o site da universidade, “o desafio de atender adequadamente pessoas com deficiência tem sido enfrentado na Unimep desde a década de 1990, quando começou a desenvolver ações formais para adequar provas e circunstâncias dos vestibulares às necessidades de candidatos com deficiência. A partir de 2000, comissões especiais trataram do assunto, e seus relatórios evidenciavam avanços e apontavam urgências, até que, em 2007 foi criada a Assessoria para Inclusão de Pessoas com Necessidades Especiais, hoje ‘Assessoria para Inclusão e Acessibilidade’, ligada à Reitoria, que atua junto à comunidade discente, docente e funcional, na acolhida, adaptação e acompanhamento de pessoas com deficiência, ou temporariamente limitadas em alguma função física”.

Tânia Valéria de Oliveira Scaranello, coordenadora da Assessoria para Inclusão e Acessibilidade do campus Taquaral, conta que para os alunos com deficiência que desejam fazer parte da universidade a atuação do setor tem início já no Processo Seletivo, a partir da indicação do próprio candidato na Ficha de Inscrição do Vestibular ao informar sobre a sua deficiência ou necessidade especial de atendimento. Então, a coordenação do Processo Seletivo informa a Assessoria, que entra em contato com o candidato para conhecer as especificidades da sua deficiência e necessidades especiais de atendimento. Durante a prova o candidato é assistido nas suas necessidades. Após o processo de aprovação, a universidade oferece o apoio necessário para o tipo de deficiência apresentada pelo aluno (saiba mais sobre os tipos de apoio oferecido pela Unimep).

Questionada se todos os professores da universidade são informados antecipadamente da existência desses alunos e como a assessoria faz para avisá-los sobre cada caso e necessidades em especial, a Assessora explica: “Primeiramente, vale destacar que cada estudante é livre para identificar – ou não – a sua deficiência e/ou necessidades educacionais especiais. Mas, uma vez que se identifique (no processo de matrícula), dá-se então os procedimentos iniciais relativos ao seu processo de inclusão no curso. Como ponto de partida apenas encaminhamos um e-mail para a coordenação do curso apresentando o aluno e a sua “deficiência”, até que esta Assessoria consiga agendar uma entrevista com o aluno a fim de conhecer as especificidades da sua deficiência e necessidades especiais de atendimento. Então, com base no laudo médico apresentado e no diálogo com o aluno, elaboramos o seu Plano de Atendimento Individualizado (PAI), com orientações para o seu atendimento educacional especializado no cotidiano das atividades em sala de aula e laboratórios, compartilhado com a coordenação do curso e demais professores que ministrarão aulas para o aluno no semestre. Ao longo do semestre esse contato se mantém, acompanhando o desempenho do estudante e intervindo sempre que necessário, de maneira que possibilite maximizar o seu desenvolvimento acadêmico e social. No início de cada semestre os procedimentos são avaliados e atualizados. ”

Corredores do núcleo da universidade com adaptação nos pisos para deficientes visuais – Foto: Lauren Milaré

Na opinião de Valéria, a universidade infelizmente ainda não está 100% apta para atender todos os tipos de deficiência. Porém, diz que a instituição caminha na busca por um atendimento diferenciado, que possibilite o desenvolvimento de potencialidades em um ambiente inclusivo, que certamente contribuirá para uma formação consciente, com respeito à diversidade humana na construção da cidadania. Ela acrescenta: “Acreditamos que a Inclusão não se faz sozinha, mas a partir de estudos e práticas interdisciplinares, respeitando a subjetividade do sujeito e especificidades da sua deficiência. ”

Por fim, conta que a Assessoria para Inclusão e Acessibilidade da Unimep mantem a sua sede no Campus Taquaral no município de Piracicaba/SP. Entretanto, esse atendimento é estendido a todos os alunos dos demais campi (Santa Barbara d’Oeste e Lins), por meio de visitas dessa Assessoria e contato efetivo com as coordenações dos cursos.

A Unimep possui muitos alunos especiais. Thiago Scanholato, aluno com deficiência física do 3º semestre do curso de Jornalismo no período noturno e Samara Ramos, aluna com deficiência visual do 1º semestre do curso de Relações Internacionais da no período matutino relatam ter recebido atendimento especial na inscrição/realização do vestibular e ao ingressar na universidade. Contam que a Assessoria de Acessibilidade entrou em contato para saber mais especificamente quais eram suas necessidades antes do vestibular.  Depois, para marcar “entrevista”, conhece-los melhor e assim elaborar o Plano de Atendimento Individualizado de cada um.

Sobre o atendimento da assessoria, Thiago acrescenta “Quando fui me matricular, meus pais ficaram sabendo desse setor através de um médico meu, então eles foram conversar e expuseram toda minha dificuldade. Fui conversar lá e me propuseram várias coisas. Foram bem atenciosos, gostei muito do atendimento. ”

No caso de adaptação das aulas, cada um recebe um auxilio diferente. Samara conta que tem ajuda da assessoria, que manda todo o material de suas aulas em forma de arquivo para que ela possa ler e estudar pelo computador. Já Thiago diz que por conta da sua grafia não ser muito boa, grava suas aulas e depois as ouve em casa. E quando tem provas, utiliza o computador da sala para fazer.

Placas dos sanitários com identificação em braile – Foto: Lauren Milaré

Quando questionados sobre o que, na opinião deles, ainda deveria ser feito ou modificado para melhor atender às necessidades dos alunos com deficiência e/ou mobilidade reduzida, Thiago afirma que para ele, a maior dificuldade é a grande distância entre um lugar e outro na universidade. E acrescenta: “Acho que deviam ter mais consciência, pois não são todos que conseguem se deslocar com facilidade. Muitas vezes meus pais ficam lá para me ajudar quando tem palestra ou algo do tipo. ” Já Samara acredita que os blocos poderiam ser mais adaptados para seu caso e propõe: “Poderiam adaptar mais pisos para cegos nos corredores e escrever em braile o nome do curso em cada porta.”

Enfim, sabe-se que ainda há muitas coisas a serem feitas e modificadas para melhor atendê-los. Essas mudanças levam tempo, entretanto, independente disso, sabe-se também que a Unimep é uma das poucas universidades da região realmente aptas para receber e dar suporte a alunos com deficiência. Seja na acessibilidade arquitetônica, rompendo as barreiras físicas que possam dificultar o acesso das pessoas com deficiência às instalações de seus campi (como escadas e degraus, por exemplo), ou na acessibilidade metodológica, o que significa a ausência de barreiras nas metodologias e técnicas de estudos oferecidas pela universidade.

 

 

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Lauren Milaré

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