Cresce o número de infarto em mulheres

Dados da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) apontam que a cada dez pessoas que morrem de infarto no Brasil, quatro são mulheres,e que  a cada 10 mulheres vítimas de ataques cardiacos,6 morrem, enquanto há 50 anos atrás a proporção era de uma em cada dez. Estatísticas da Secretaria de Saúde de São Paulo mostram também que  a cada 100 pacientes masculinos que chegam ao Sistema Único de Saúde (SUS) devido aos ataques cardíacos, 12 não sobrevivem. Para as mulheres, o número é mais preocupante: 19 morrem a cada 100 casos. Outros dados da Secretaria revelam que as mulheres obesas e hipertensas correm 10 vezes mais risco de sofrerem um ataque do coração, do que homens em mesmas condições. Em Piracicaba, foram registrados de 2008 até 2011, 114 casos em mulheres, contra 149  dos homens, segundo dados do departamento de informática do SUS (Datasus).

Foto Ilustração: Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).

Um dos motivos para o aumento na proporção de mortes entre as mulheres é o estresse e a falta de cuidados principalmente relacionados à saúde, como por exemplo, atividade física. “Hoje mudou o estilo de vida feminino. Elas estão mais competitivas no mercado. Exercem as mesmas funções do que os homens, ou acima deles. Ela também tem outros empregos, é mãe, é esposa e coordena a casa”, disse o médico cardiologista Marcelo Rodrigues.

Médicos apontam que não é  só o estresse causado pelo trabalho e o acúmulo de funções, mas sim os hábitos femininos, que mudaram. Segundo a Socesp, as mulheres fumam e bebem mais. O Brasil está entre os 10 países com mais mortes registradas por esse tipo de doença, principalmente após a menopausa, esses riscos aumentam acima dos 45 anos porque elas têm a redução do hormônio estrógeno. “O estrógeno é responsável por melhorar a parte arterial feminina, quando ela deixa de ter este hormônio esta proporção de infartes chega a se elevar bastante. Fumantes, obesas, sedentárias, mulheres que conciliam cigarros e anticoncepcionais, que estão nessa condição, em geral, por conta do estilo próprio de vida, tem um alto índice de risco”, explica o cardiologista. Outros fatores na ilustração abaixo:

 

Foto Ilustração: Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).

De acordo com o cardiologista, nas mulheres os primeiros sinais de infarto são a falta de ar, suor em excesso e palidez. Já nos homens, dor no peito e também suor e palidez.
A atendente de call center Leila Raquel de Siqueira,48, fumava e tem ritmo de vida agitado. Ela teve dois enfartes. A última vez foi há 25 dias. “Sempre fui estressada, não tenho tempo pra nada, acho que é por isso que o meu corpo pede socorro,agora preciso mudar os meus hábitos”, afirma.

Após a Menopausa, a gordura distribuída no corpo da mulher geralmente muda de pêra, para maçã, conforme ilustração abaixo:

Foto Ilustração: Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).

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