Diário de bordo – Uma página por vez

Se eu pudesse definir o semestre em duas palavras, seriam elas: instigante e desafiador. Desafiador por botar a mão na massa, correr atrás da notícia, nunca desistir. Instigante pelo desconhecido, pelo surpreendente, nunca se sabe o que vai acontecer, como o mundo vai amanhecer e como vai dormir, e é a partir dai que todas as páginas serão escritas.

No semestre que passou, consegui ter uma vivência prática do que venho aprendendo na teoria. A busca pela notícia seja ela factual, de temas urgentes ou as de atualidade, não tão urgentes assim, são sempre tarefas que exigem um grande planejamento e comprometimento, desde a escolha da pauta, das entrevistas realizadas e da criatividade na fotografia, para isso, é dever do Jornalista se informar para poder informar.

É preciso buscar todos os lados da notícia, encontrar pontos relevantes de interesse da população e as conduzir de forma clara e direta e foi isso, que tentei realizar e acredito, que consegui.

Para a matéria Laboratório de Internet I com coordenação do professor Wanderley, todas as pautas foram elaboradas pensando unicamente na urgência e no que seria interessante ao leitor e a população Piracicabana, foi preciso ousar no modo de fazer as matérias e pensar nas novas plataformas de comunicação, no caso, para o blog “Sou Repórter”, usamos várias ferramentas multimídias (infográficos, videos, fotos).  Esse “novo jornalismo” que surge na internet é uma grande forma de informação rápida, acessível, e o que é melhor, com intervenção direta do leitor.

Para isso, fomos divididos em equipes, a minha, foi formada por três repórteres (incluindo eu) e uma editora que ficou responsável pela correção e ajuda fundamental nas pautas. Tratamos de dois assuntos extremamente relevantes para a população Piracicabana. A primeira reportagem foi sobre o trânsito em Piracicaba e o quanto a frota de veículos cresce a cada dia, superando quase o número de habitantes, essa matéria foi intensa e de extrema importância, busquei dados em sites de estatísticas, entrevistei motoristas, empresários do ramo e vendedores de concessionária, sempre dando enfoque na população Piracicabana.

Já a outra matéria, exigiu muito foco. Ao longo da reportagem fui me emocionando ao ouvir as histórias dos moradores e empresários da região da rua do Porto, afetada pelas enchentes recorrentes. Busquei mostrar o melhor da região, mas, era impossível, deixar de lado e não se comover com cada pessoa que se dedica tanto tempo da vida para ver tudo se destruir em minutos.

O que nós futuros jornalistas temos pela frente? Um semestre onde o inesperado e o imprevisível estará sempre presente. É isso que nos move.

 

Share

Camila Figueiredo

Aluna do 3º semestre de Jornalismo da Unimep. cammyfig@yahoo.com.br

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*